O contrato do ônibus está num e-mail de março, o valor do hotel foi renegociado no WhatsApp da semana passada e a diária combinada com o guia mora num caderno. Quando cada combine mora num lugar diferente, a agência paga duas vezes o mesmo serviço e perde a memória do que cada fornecedor já entregou. Este artigo é sobre como sair disso.
É véspera de acerto de contas da excursão e o dono da agência precisa de um número: quanto ficou o fretamento. A resposta está espalhada em três lugares. O e-mail da proposta, enviado há dois meses. A mensagem em que o dono da empresa de ônibus aceitou cem reais a menos porque a viagem fecha grupo cheio. E o recibo que a secretária já pagou, adiantado, porque ninguém tinha visto o combinado anterior.
Ninguém tentou pagar duas vezes. Foi informação guardada em lugar que ninguém enxerga de fora. O mesmo acontece com o hotel que deu cortesia para o guia, com o restaurante da parada que fechou preço novo por telefone e com o ingresso do passeio que a agência adianta e depois embute no pacote.
Existe um segundo prejuízo, mais silencioso: o histórico. Aquele hotel onde o grupo esperou duas horas para fazer o check-in, aquela empresa de ônibus que trocou o veículo na véspera. Isso vira desabafo no grupo da equipe e evapora. Daqui a oito meses, na hora de fechar o hotel da próxima viagem, quem escolhe não vê nada disso. E a agência contrata de novo o fornecedor que já a deixou mal.
No OnWay, todo fornecedor da operação é cadastrado uma vez: hotel, transporte, alimentação, guia, passeio e outros. A partir daí ele é escolhido por nome nas telas de custo da viagem, em vez de digitado de novo a cada saída. E cada custo lançado fica ligado ao fornecedor correspondente.
O resultado é a ficha do fornecedor. Nela está o total já pago a ele somando todas as viagens, quantos serviços ele prestou e a lista de cada pagamento com a viagem a que corresponde. Na hora do acerto, a pergunta que hoje exige garimpar e-mail vira leitura de tela: já paguei esse fretamento? Quanto ficou o hotel de Foz nesta e na viagem do ano passado?
Esse é o coração da gestão de fornecedores do OnWay: número de fornecedor para de morar em cabeça e passa a morar num lugar que a agência inteira consulta.
A ficha guarda também o que a equipe sabe sobre aquele fornecedor. São comentários livres, do tipo que hoje mora na cabeça de uma pessoa só: o nome de quem resolve na recepção, o horário que o café da manhã realmente começa, o detalhe do contrato que sempre gera discussão. Quando essa pessoa tira férias ou sai da agência, o conhecimento fica.
E existe a avaliação formal. No fim da viagem, a retrospectiva pede o feedback de cada fornecedor que participou dela: os hotéis já entram na lista sozinhos, o resto sai do catálogo. Cada um recebe uma nota entre bom, regular e ruim, acompanhada de um comentário sobre o que aconteceu.
Onde isso volta é no momento que importa: escolhendo o hotel da próxima viagem, a última avaliação aparece ali mesmo na lista de escolha, com o nome da viagem em que aquilo aconteceu e o comentário que ficou escrito. O sistema ainda conta quantas vezes cada fornecedor foi bom, regular e ruim ao longo de todas as viagens da agência, e marca quem tem avaliação ruim no histórico. A decepção deixa de ser mensagem perdida e passa a chegar na hora exata em que alguém está prestes a contratar de novo.
Para você decidir com o que existe de verdade:
As informações sobre o funcionamento do OnWay neste artigo, tipos de fornecedor, ficha com o total pago, retrospectiva com nota bom, regular ou ruim e o que o módulo não faz, foram conferidas na página oficial do módulo: gestão de fornecedores do OnWay.
Conteúdo lido em 02/10/2026.
Chama no WhatsApp com a lista dos hotéis e das empresas de ônibus com quem você trabalha, e a gente mostra como fica o cadastro, o custo ligado a cada viagem e a avaliação voltando na próxima escolha.
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